terça-feira, 19 de junho de 2018

Raquel

Raquel é amor, sem tirar nem pôr. 


É um poço de ternura, generosidade e delicadeza na arte subtil de levar a vida a sorrir. Raquel é um ato de coragem, um grito do Ipiranga, um abraço apertado. 

Estar com ela é estar em paz. Encontrá-la é um privilégio. 

Raquel é frágil e forte. É menina e é mulher. 

Tem preservança e poder, um poder cativante silencioso que nos contagia em gestos leves, simples e eficazes. 

Raquel move e comove. Não empresta, dá. Não promete, cumpre. É um exemplo de superação e inspiração. De olhar curioso, cúmplice e confidente nunca desilude, nunca falta, nunca falha. Raquel é transparente, inocente e profunda. Partilha bondade, tranquilidade e verdade.

É fácil gostar de Raquel. Tem ciúme, tem personalidade, tem paciência. É sensível, vaidosa e atenta. Cheira a Brasil e a tapioca, soa a Björk.  

Descobrir Raquel é desafiar as regras da sensatez, é crescer com ela, em sabedoria e em graça, é rir e chorar com ela. 

Raquel é o que mostra e o que esconde. Raquel é tudo isto e muito mais.
Ah, quando for grande quero ser como ela!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

2017/18

Foste o ano em que pus tudo em causa. Mudei de emprego, ganhei amigos, fiz escolhas e abracei mudanças, bonitas e necessárias. Percebi que nada é perfeito, nem a amizade, nem o amor, nem a saúde.
Continuaste a ser boas conversas, sorrisos, viagens, músicas e comida. Continuaste a ser dúvida, conflito, silêncio e lágrimas. 

No fim de contas, foste um ano saudável, equilibrado e feliz. Obrigado por me mostrares nos altos quem vibra comigo e nos baixos quem me faz falta. Obrigado por me fazeres crescer, saber o que quero e arregaçar as mangas para qualquer desafio. 


Sê bonito 2018, bem-vindo! 

terça-feira, 14 de março de 2017

Joana

És a amiga que toda a gente devia ter.
Conheceste-me miúda, uma miúda que já nem me lembro de ser. Depois de um bom par de anos separadas, reencontramo-nos com maturidade e mais experiência. E foi perfeito.

Nunca nos chateámos de verdade. Nunca nos picámos ou levantámos a voz. Nunca houve um amuo, um encontrão, uma discussão, um olhar enraivecido. Vivemos num equilíbrio constante, sincero e honesto. Como? Eu emocional, tu racional. Eu complicada, tu prática. Eu dramática, tu positiva. E por aí fora...

O teu sentido de humor desarma qualquer um. A tua sinceridade não agride. A tua frontalidade não intimida. A tua generosidade comove. A tua coragem arrepia. A tua amizade é necessária.

És livre e de sorriso fácil. Geras energia e empatia. És rápida nas palavras certas e nas teorias da batata. És forte nas inseguranças, lutadora nas adversidades e calma na desordem. És de ideias fixas, de objectivos definidos, de metas por cortar. És sensível e imprevisível quando assim tem que ser.

Em cada concerto e pôr do sol que vemos juntas, em cada plano que fazemos para o futuro, em cada segredo que confiámos uma à outra, em cada vitória que partilhámos ao telefone, em cada boleia ou puxão de orelhas que me dás, em cada brinde que fazemos à vida, tenho a certeza que estamos no caminho certo. Que tudo bate certo, que tudo faz sentido.


Parabéns!  

sábado, 31 de dezembro de 2016

2016

Gosto do número 16. Nasci no dia 16 e sempre fui aluna de 16 valores.2016 não me desiludiu.
Continuei a fazer o que gosto, com quem gosto.
Continuei a acreditar nas pessoas, no amor e no trabalho.
Continuei a errar, a escorregar e a lamentar.
Arrisquei e tropecei. Muito. Abracei, dancei e chorei.
Surpreendi, sorri e fugi, do que não me fez falta.
Permaneci fiel ao que existia, distrai-me muitas vezes do essencial e descobri a verdade e a vitória dos pequenos momentos.

Senti saudade, vontade e preguiça. Senti a missão cumprida, a insatisfação e a indecisão.
Houve reencontros, desencontros e encontrões.
Houve esperança, bonança e aventura.
Não faltou memória, não faltou história.
Foi ano de aprendizagem, de paciência e de desafios.
De muito sol e muita música no ouvido.
Foram amigos à mesa, brindes à vida e viagens inesperadas.
Foram os meus 25.

Agora? Agora que venha mais e melhor. Que venha o próximo.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Rita

Água e vinho. Preto e branco. Nós somos assim, diferentes.
Não ouvimos a mesma canção, não partilhamos o mesmo copo (tu não gostas de cerveja nem de sangria), nem choramos ao mesmo tempo (eu sou bem mais sensível) mas é assim que nos completamos desde o primeiro dia. Foi imediato, inato. Foi sem rodeios e sem espinhas. 

Dividimos histórias, memórias e segredos. Dançámos descalças, cantámos desafinadas e saltámos nos Aliados a ver o Porto a chegar. Rimos muito, por tudo e por nada, às vezes até chorar. Entendemo-nos com um olhar, acertámos o passo das nossas botas castanhas e entregámo-nos aos sneakers e às lasanhas quando assim tinha que ser. Combinámos viagens a Amesterdão, pagámos a conta uma da outra, tostámos ao sol e inventámos o futuro. 
Esse futuro que nunca mais chegava.

Pelo caminho houve sempre amizade, confiança e gargalhadas. 
Sempre, mesmo quando simplificavas os meus dramas, abanavas as minhas ideias ou me puxavas à terra quando eu andava na lua. Soubeste ser presente, surpreendente e diferente.

Não tens filtro nem maldade mas tens tudo o que uma amiga deve ter. 
Não conheço ninguém que não goste de ti ou que se tenha esquecido de ti.
Eu não vou ser excepção.


Até já. 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

2015

Contrarias-te todas as minhas regras e estatísticas. 
Provaste-me que o amor é possível, a independência é possível e o crescimento inevitável.
Absorveste-me sorrisos, abraços e fracassos.
Deste-me mundo, batalhas a fundo, olhos em frente e nariz (ainda) mais empinado.
Foste o tempo de acertar em cheio e dos erros de casting. De muitas dúvidas e de decisões difíceis. Das escolhas inesperadas, dos tiros no escuro e dos desafios constantes.
Foste cheio de segredos e surpresas. De conquistas e de vitórias. 
Foste um ano de sacrifícios, impulsos e trabalho. 
Ano de coração cheio, de anseio e devaneio.
Foste música, teatro e sangria. Esperança, bonança e desapego. 
Foste noites mal dormidas, noites a dançar, noites a sonhar. 
Foste dias na praia, de mochila às costas e de caderno na mão.
Em ti vi amigos a emigrar, amigos novos a chegar e tanto para dar. 
Vi curiosidade, responsabilidade e aventura nos reencontros, nas conversas sem fim e nos ataques de choro de tristeza ou de alegria. 
Em ti vi saudades, frustrações e afirmações.

Guardo-te agora a sete chaves na gaveta da memória mas antes digo-te: obrigada 2015.



domingo, 23 de agosto de 2015

Jornalismo

Não fazias parte dos meu planos e não foste a minha primeira escolha.
Mas fizeste sentido e hoje dás sentido ao que faço.

És verdade, a minha.
És missão, mais do que profissão.
És o motor da minha mão esquerda, a gaveta das minhas ideias, a medalha dos meus ideais.
Apuras os meus sentidos, abres os meus olhos, alertas os meus ouvidos, desbravas a minha língua e alimentas a minha alma. Todos os dias.

Fazes-me viver, crescer e mexer. Fazes-me rir e chorar. Fazes-me desejar e sonhar.
Fazes-me esquecer as horas, acordar a meio da noite e ler a mesma frase mil vezes.
Mandas na minha fome, no meu sono, na minha disponibilidade.
Em ti sinto liberdade, vontade e poder.
Contigo conheço-me melhor.
Contigo descubro a lista de sinónimos para me definir e perco-me no mapa dos verbos para me defender.

És romântico e autêntico. Animas e arrepias.
Fazes com tudo seja interrogação e não um ponto final.
És leal e cruel. És doce e amargo. És menino e és rei.
Onde? Na alegria de um fecho, no orgulho de numa página, no meu medo de falhar.