Acontecem quando menos esperamos, verdadeiramente.
Chegam com força. Uma força que nos arrebata, que nos deixa pequenos e
conscientes da nossa pequenez.
Os desafios são etapas, momentos. Fronteiras ou barreiras, pedras e flores no
caminho.
Não dependem de nada, a não ser de nós.
Não dependem de nada, a não ser de nós.
Se tivermos a ousadia e a coragem suficientes para
enfrentá-los, não baixaremos os olhos, a cabeça, o coração, os braços.
Seguiremos
em frente. Não contra eles mas com eles.
Se os levarmos na bagagem, seremos maiores e melhores, por dentro e por fora.
Transbordaremos a garra e a vontade de fazer bem feito e diferente.
Se os ultrapassarmos, superamo-nos a nós próprios e até nos
conhecemos melhor.
Descobrimos, às vezes
sem querer, as nossas leis, capacidades e limitações.
O medo, a insegurança e a dúvida acompanham-me para todo o
lado. Estão presentes desde da hora em que acordo à hora que me deito. Mas é
também com eles que subo ao topo, na alegria de um trabalho bem feito, de um
elogio repentino ou de uma responsabilidade inesperada.
É com orgulho e sabedoria que provo um pouco da minha maturidade.
É
com um sorriso e as mãos geladas que aproveito, divirto-me e me conheço.
É com
rigor e humildade que respiro fundo e começo tudo outra vez, se for preciso, se
me enganar.
A mudança dói, desconforta, estranha. Uns dias depois já parece
outra. No fim de tudo, faz crescer.
Venham eles e elas.
Venham mais desafios.