terça-feira, 14 de março de 2017

Joana

És a amiga que toda a gente devia ter.
Conheceste-me miúda, uma miúda que já nem me lembro de ser. Depois de um bom par de anos separadas, reencontramo-nos com maturidade e mais experiência. E foi perfeito.

Nunca nos chateámos de verdade. Nunca nos picámos ou levantámos a voz. Nunca houve um amuo, um encontrão, uma discussão, um olhar enraivecido. Vivemos num equilíbrio constante, sincero e honesto. Como? Eu emocional, tu racional. Eu complicada, tu prática. Eu dramática, tu positiva. E por aí fora...

O teu sentido de humor desarma qualquer um. A tua sinceridade não agride. A tua frontalidade não intimida. A tua generosidade comove. A tua coragem arrepia. A tua amizade é necessária.

És livre e de sorriso fácil. Geras energia e empatia. És rápida nas palavras certas e nas teorias da batata. És forte nas inseguranças, lutadora nas adversidades e calma na desordem. És de ideias fixas, de objectivos definidos, de metas por cortar. És sensível e imprevisível quando assim tem que ser.

Em cada concerto e pôr do sol que vemos juntas, em cada plano que fazemos para o futuro, em cada segredo que confiámos uma à outra, em cada vitória que partilhámos ao telefone, em cada boleia ou puxão de orelhas que me dás, em cada brinde que fazemos à vida, tenho a certeza que estamos no caminho certo. Que tudo bate certo, que tudo faz sentido.


Parabéns!