És a amiga que toda a gente devia ter.
Conheceste-me miúda, uma miúda que já nem me lembro de ser.
Depois de um bom par de anos separadas, reencontramo-nos com maturidade e mais
experiência. E foi perfeito.
Nunca nos chateámos de verdade. Nunca nos picámos ou levantámos
a voz. Nunca houve um amuo, um encontrão, uma discussão, um olhar enraivecido. Vivemos num equilíbrio constante, sincero e honesto. Como? Eu
emocional, tu racional. Eu complicada, tu prática. Eu dramática, tu positiva. E
por aí fora...
O teu sentido de humor desarma qualquer um. A tua sinceridade
não agride. A tua frontalidade não intimida. A tua generosidade comove. A tua
coragem arrepia. A tua amizade é necessária.
És livre e de sorriso fácil. Geras energia e empatia. És rápida nas
palavras certas e nas teorias da batata. És forte nas inseguranças, lutadora
nas adversidades e calma na desordem. És de ideias fixas, de objectivos
definidos, de metas por cortar. És sensível e imprevisível quando assim tem que
ser.
Em cada concerto e pôr do sol que vemos juntas, em cada plano
que fazemos para o futuro, em cada segredo que confiámos uma à outra, em cada
vitória que partilhámos ao telefone, em cada boleia ou puxão de orelhas que me
dás, em cada brinde que fazemos à vida, tenho a certeza que estamos no caminho
certo. Que tudo bate certo, que tudo faz sentido.
Parabéns!