domingo, 23 de agosto de 2015

Jornalismo

Não fazias parte dos meu planos e não foste a minha primeira escolha.
Mas fizeste sentido e hoje dás sentido ao que faço.

És verdade, a minha.
És missão, mais do que profissão.
És o motor da minha mão esquerda, a gaveta das minhas ideias, a medalha dos meus ideais.
Apuras os meus sentidos, abres os meus olhos, alertas os meus ouvidos, desbravas a minha língua e alimentas a minha alma. Todos os dias.

Fazes-me viver, crescer e mexer. Fazes-me rir e chorar. Fazes-me desejar e sonhar.
Fazes-me esquecer as horas, acordar a meio da noite e ler a mesma frase mil vezes.
Mandas na minha fome, no meu sono, na minha disponibilidade.
Em ti sinto liberdade, vontade e poder.
Contigo conheço-me melhor.
Contigo descubro a lista de sinónimos para me definir e perco-me no mapa dos verbos para me defender.

És romântico e autêntico. Animas e arrepias.
Fazes com tudo seja interrogação e não um ponto final.
És leal e cruel. És doce e amargo. És menino e és rei.
Onde? Na alegria de um fecho, no orgulho de numa página, no meu medo de falhar.