Pelo nome podias ser irmão. Mas não.
Quem olha para nós repara que somos a antítese um do outro. Em quase tudo. Quase, porque no essencial somos parecidos, iguais.
Quem olha para nós repara que somos a antítese um do outro. Em quase tudo. Quase, porque no essencial somos parecidos, iguais.
Pensas e imaginas o que
eu nunca diria. Fazes o que eu nunca faria.
Eras um estranho com
muita fama e muito fumo. Hoje és amigo, dos melhores.
Aos poucos soletramos,
falamos e conhecemo-nos.
Olhas para mim como
ninguém olha. Falas de mim como ninguém fala. Apoias-me, a sério.
Descomplicas
a minha cabeça complicada. Aturas-me mais que a minha almofada. Ouves-me mais
que as paredes do meu quarto.
A tua tranquilidade
enerva-me e contagia-me. A tua calma ensina-me a ser mais como tu.
Optimismo é o teu lema
e a tua lealdade fortalece-me na sinceridade a que me habituas-te.
Almoços, pequenos-almoços,
lanches, cafés, esplanadas, escaldões, aventuras e caminhos, são experiências
que já ninguém nos tira.
O que aparentemente era
fraco e antigamente era estranho, hoje move-me e comove-me.
És confidente, paciente e
diferente. És criança, adulto e maduro.
Puxas-me as orelhas,
segredas ao ouvido, tens abraços com sabor a bolo de chocolate ou a scones
mornos.
És Inverno e Verão, és
faculdade, posteridade e verdade.
Posso não saber nada de
nada mas tenho a certeza que és dos bons.
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