É bom voltar a escrever. É quase como regressar a casa, pousar as malas no chão, dar um pontapé na porta e respirar de alívio, cansaço, ou de outra coisa qualquer.
É bom poder escrever. Ter a coragem, ou o atrevimento, de escolher uma caneta quase sem carga e um papel riscado no verso que não dá direito a enganos, rascunhos ou desculpas.
Gerir o tempo, aproveitar o silêncio e instalar a introspecção: escrevo porque mereces 2013.
Começaste no calor mas acabas com frio. Ano de encontros, desencontros, apego, desapego, regressos e recomeços. Muitas mangas arregaçadas, metas alcançadas e sorrisos perdidos. Planos desenhados, abraços apertados, músicas na cabeça e um destino traçado.
Deste-me a oportunidade de agarrar oportunidades, deste-me vida para saber vivê-las.
Liberdade, afinidade, responsabilidade e criatividade encheram a alma de quem me cativou, ao cruzar-se com a vida que passou e onde a amizade ficou.
Uns foram, outros ficaram, outros foram-se ficando.
Foi o fim de ciclos. Foi crescer e aprender, arrepender e escolher.
Foi dobrar a esquina, virar a página e mudar de linha.
Ano de trabalho, família e partilha. Afinal, foste bom 2013.
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