sábado, 15 de março de 2014

Porto

És berço, identidade, verdade e liberdade.
És o primeiro, o melhor, o mais reconfortante.
És o passar a ponte, o chegar a casa.
És a cultura nas veias, a história das/nas esquinas, o rio que encharca as memórias.
És passado nos livros, gritos desmedidos, palavrões nos bolsos.
És choro no aeroporto.
És novo e velho.
És homem do leme que conduz a lua cheia.
És balão, martelo e um copo na mão.
És cheiro, recreio e anseio.
És o molho picante, a rabanada gigante e um fino gelado.
És ribeira de avental sujo e mão na anca.
És peixe salgado, vidro molhado.
És sol quando queres e chuva quando não espero.
És rocha no mar e granito na terra.
És o subir da rua, minha e tua.
És areia pesada e sardinha assada.
És João, de família.
És natureza nas manhãs e nas noitadas.
És corrida e solidão.
És trabalho, paixão e inspiração, no coração.
És bairro na talha da vida desprevenida.
És entrega, vinho e abrigo no caminho.
És despedida, saudade, herança e bonança.
És loucura, orgulho, coragem e desejo.
És fiel, leal, genial.
És de todas as cores e de todas as calmas.
És silêncio e hino.
És puro e és meu.
És o meu porto final.

Nenhum comentário:

Postar um comentário